“Futebol não se aprende na escola, é por isso que o Brasuca é bom de bola”. Nessa música, Gabriel O Pensador narra a trajetória de Brasuca e Zé Batalha, unidos pelo sangue e separados pelo talento. Mergulhado na fama que o gingado de seus pés lhe dá, Brasuca conquista o mundo, enquanto seu irmão encara a realidade de nascer e crescer na favela. Dois lados de um Brasil: o do sonho e o da realidade.
A partir de junho vamos entrar nesse sonho e esquecer o Zé Batalha. Li esses dias um comentário de Nelson Rodrigues em que disse “a copa é a pátria de chuteiras”. De onde vem tanta paixão? Essa paixão me fascina. Reaparece de 4 em 4 anos de uma forma explosiva em todos os brasileiros. Faz surgir orgulho, superioridade, coragem e porque não dizer amor. Fiquei pensando nesse sentimento infantil e puro, capaz de mover montanhas. O País se une, perdoa, esquece. Talvez seja essa a representatividade da copa do mundo. A cada finta ficamos mais e mais esperançosos. Ser uma potência. Somos uma potência - do futebol. Esse sentimento nobre nos envolve e aflora toda a garra, a cada grito, a cada gol, comemoramos o dom, o simples dom do futebol arte.
Ser campeão é provar a plenitude de nossa alma. É rejubilar em meio ao caos. É abraçar o amigo outrora inimigo e oferecer-lhe uma cerveja gelada.
Olha o contra-ataque, o cruzamento de Kaká, Robinho chuta e o Brasil grita uníssono: GOL.
terça-feira, 1 de junho de 2010
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